04 novembro, 2024

Caos

🎨: @ltg.art
Abracei meu caos
Aceitei minhas falhas
Me organizei na bagunça 
Flertei com o viver

Me reconciliei com a tristeza 
Aprendi a dançar com o medo
Tirei das minhas feridas, a cura
Fiz do meu crepúsculo, amanhecer

30 outubro, 2024

Dicotomia


“Parece que a gente mudou muito desde a ultima vez... Muito mesmo!”

Certa vez, em um de seus textos, você escreveu isso pra mim e, não sei se por ironia ou brincadeira do destino, aqui estamos nós mais uma vez.

Dessa vez você disse ter pensado “ela não mudou nada, parece a mesma da última vez!”. E eu ri com o que considerei loucura saindo da sua boca.

A dicotomia dos tempos não fez mudar o lampejo ou a tensão incomoda que nos permeou sempre que nos fizemos próximos.

Nossa conexão é real, viva e atravessa gerações. Com você eu vivi a dor, o torpor, o medo, a angústia e as incertezas do primeiro amor.

Sem você aprendi a calmaria, a construção, o reconhecimento de uma nova forma de sentir e gostar.

Hoje, em conformidade com os anos te afirmo: “sim eu mudei muito desde a última vez…muito mesmo”, você também mudou.

O curioso da dicotomia entre nossos tempos passado e presente é que, em meio a todas as nossas mudanças de um pretérito nem um pouco perfeito, é que ainda sabemos nos enxergar e nos reconhecer em nós .

20 agosto, 2024

Essa foi a última vez


🎨: @fridacastelli

Essa foi a última vez...
O último toque, o último beijo,
O último suspiro de satisfação.

Essa foi a última vez...
A última música, a última noite,
A última chance de tentar uma conexão.

Essa foi a última vez...
Acabaram as conversas, as brincadeiras,
Chegamos na fase derradeira 

Essa foi a última vez... 
E que de agora em diante, 
Não sejamos nunca mais um talvez!

31 julho, 2024

E se for pra ser?


E se for pra ser?
E se for você?
E se em meio ao cansaço e todo o desencanto do amor, a vida te trouxe pra mim?
E se nos dissermos sim?
E se tudo for leve, alegre, descomplicado
E a gente só deixar fluir?
E se nos fizer sorrir?
E se o incerto for certo?
E se esse caminho estiver mesmo correto?
E se nos deixarmos levar?
E se a gente se apaixonar?
E se quem sabe num mero acaso, começarmos a nos amar?